Friday, July 07, 2006

Em busca de um final feliz

COMPORTAMENTO_-_AMOR



Em busca de um final feliz
Fernanda Mariano
Domingo - 11/06/2006 - 10h35



Folha da Região

Para que o romantismo perdure, é preciso manter o objetivo comum de uma felicidade conjunta, baseada no respeito e equilíbrio
Araçatuba - "Saber amar é saber deixar alguém te amar". A letra da música "Saber Amar", dos Paralamas do Sucesso pode ser trilha sonora, ou um mantra, para os casais que buscam manter uma convivência harmoniosa ou para aqueles que buscam estar ao lado de alguém especial. Na véspera do Dia dos Namorados, o romantismo se pulveriza pela atmosfera. Para que ele perdure, é preciso manter o objetivo comum de uma felicidade conjunta, baseada no respeito e equilíbrio.

A orientação é da psicóloga, terapeuta de casais e especialista em relacionamento humano Eliete Medeiros, de São Paulo, que realizou uma pesquisa comportamental entre seus pacientes e elaborou um estudo sobre os diferentes tipos de namoro (leia abaixo).

"O relacionamento ideal é aquele em que o casal não mede esforços para ser feliz junto. Para isso, é necessário agir ou recuar na hora certa para não gerar atrito sem necessidade, apenas por capricho de uma das partes", completa Eliete, que além da pesquisa elaborou um teste (leia abaixo) para identificar o tipo de relacionamento de cada casal.

A psicóloga chegou a cinco básicos: o possessivo; o neurótico; o competitivo; o liberal e o romântico. São cinco tipos matrizes em torno dos quais outros gêneros se aglutinam.

"Assim, um casal pode ser do tipo 'noivo neurótico, noiva nervosa' e ter seus momentos de romantismo. Pode viver bem assim, como pode se separar", diz a pesquisadora. "A chave está na flexibilidade, a magia de criar situações novas a cada dia e sair da rotina", completa.

A pesquisa foi realizada com 84 casais, 72 homens e 72 mulheres. Desses casais, a maioria se classificou como tendo característica possessiva ou competitiva, com 30% cada. Casais neuróticos somaram 26%, enquanto os românticos integram 10% e os liberais 4%.

Entre os homens, 35% demonstraram ter perfil possessivo, 30% competitivo, 20% neurótico, 10% romântico e 5% liberal. As mulheres demonstram índices diferentes, 35% delas são classificadas de acordo com a pesquisa com o tipo competitivo, 30% neurótico, 15% possessivo, 13% romântico e 7% liberal.

PERFIS - Para Eliete, enquanto o homem busca uma mulher vaidosa, meiga, sensual, carinhosa, criativa, de bom humor, prestativa e bela; a mulher quer encontrar um homem cavalheiro, protetor, atencioso, ativo, ambicioso, saudável e que tenha um projeto de futuro.

Para se fazer um diagnóstico do perfil de um casal é preciso verificar o seu comportamento conjunto mais evidente e constante. A especialista dá um exemplo. "Um casal é competitivo quando ambos disputam o tempo todo; quem tem razão; quem sabe mais de algum assunto; quem é o mais admirado pelos amigos, etc", destaca. "Porém, este casal pode também ser muito romântico. Ligar no meio do dia para dizer que está pensando nele; mandar flores; torpedos sentimentais, entre outros."

"Esses são tipos aglutinados em que, no relacionamento, um tipo se destaca, mas comportamentos de outros tipos se manifestam com freqüência", explica.

"É necessária a consciência de ambos em plantar uma semente e cuidar dela. Essa semente é o relacionamento", compara. "Em volta dessa semente é preciso plantar outras diferentes para que, juntas, desenvolvam o equilíbrio", frisa.

Segundo a teoria da psicóloga, as sementes são de respeito, cumplicidade, confiança, fidelidade, alegria, atração sexual, admiração, diálogo e "uma das mais importantes", a flexibilidade. A magia do criar situações novas a cada dia e sair da rotina é indicada por Eliete como uma das formas de promover um relacionamento saudável. "Regar esse relacionamento todo dia com muito amor, desenvolverá uma árvore frutífera".

DESAFIOS - Para que o compromisso dê certo, a profissional acredita que o grande desafio é refletir se a pessoa está disposta a construir um relacionamento verdadeiro com alguém. Para isso, é preciso desenvolver um objetivo.

Ela diz que o casal deve estar atento a algumas situações e condutas. Entre elas, a de entender que os seres humanos têm virtudes e defeitos, que o outro passou por vivências e, com isso, criou arquivos mentais positivos e negativos. A proposta é aceitar o outro.

Ela dá sete dicas para o relacionamento ser duradouro - "afinal, só amor não basta: cuidar da aparência e da saúde sempre (hoje em dia, homens e mulheres são exigentes); envolver-se (ao amar, deve-se esquecer o cargo profissional que se ocupa); respeitar o outro, aceitando a individualidade e a liberdade de ser e agir; não se deve ser grudento(a); ser flexível (resolver as diferenças com diálogo e não com imposições); surpreender e conquistar a cada dia (ser criativo(a), não se deve deixar o namoro cair na rotina), e reforçar os pontos positivos encontrados no companheiro, evitando apontar defeitos". Mesmo adotando todas as condutas necessárias para ter um bom relacionamento, existem características básicas que demonstram que um casal não tem futuro junto. Entre os exemplos de situações que mostram "incompatibilidade", estão: brigas constantes, falta de interesse e admiração pelo outro, mau humor, competitividade em excesso, posse, infidelidade e desrespeito.


Será que é namoro, amizade ou casamento?

Fernanda Mariano

Outra especialista em casais, Cláudya Toledo, realizou uma pesquisa entre seus pacientes e elaborou um estudo comportamental sobre os três estágios do relacionamento, a amizade, o namoro e o casamento.

Aprenda a identificar o seu estágio e obtenha dicas de como dar o próximo passo.

Segundo a especialista, é fácil identificar o estágio do relacionamento, basta identificar alguns sinais comportamentais.

É "só amizade": quando se falam constantemente de antigos amores. Não há atração sexual (de nenhum grau, do moderado ao avassalador). Saem juntos e nunca rola aquele "clima" (de suar mão, gaguejar, ter palpitação).

"Vai dar Namoro", quando ambos querem ficar juntos a maior parte do tempo. Dão satisfação do que vão fazer. Se falam o tempo todo. Descartam antigas paixões. Apresentam o outro aos amigos e à família.

E estão "quase no altar" os casais que fazem visitas freqüentes à casa da família um do outro. Fazem planos para o futuro.

Estão sempre juntos. Um confia no outro profunda e verdadeiramente.

Para aqueles que querem sair de um estágio e ir para o seguinte a especialista faz recomendações. "Atualmente, as relações estão rápidas como o mundo virtual, fique atenta ao 'time' da relação.

Namoros muito antigos podem acabar de uma hora para outra.

O combustível que dispara o foguete do amor precisa ser aproveitado para passar para a próxima fase".

Entre as dicas para "dar o passo adiante", a pesquisadora indica que a pessoa deve deixar claro seu interesse, de forma amorosa e encantadora.

"Não se arrisque no ficar", alerta, "procure quem se apaixona, pessoas que nunca amaram dificilmente têm esta condição interna e disponibilidade para o amor, e pessoas que confessam que se sentem sozinhas têm grande disponibilidade para se comprometer, gostam da sinergia de ser casal", sugere Cláudya Toledo.


FAÇA O TESTE E DESCUBRA SEU TIPO DE RELACIONAMENTO

A partir do diagnóstico e pesquisa sobre os diferentes tipos de relacionamentos amorosos, a psicóloga, terapeuta de casais e especialista em comportamento humano Eliete Medeiros desenvolveu um teste que ajuda o casal a descobrir o seu perfil:

1 - Seu par se lembra de datas como o dia em que começaram a namorar?
a - Quando lembra, enfatiza sempre a quanto tempo eu pertenço a ele.
b - Até lembra, mas vai logo dizendo que eu não sou mais aquela pessoal amável que ele conheceu.
c - Quando lembra, logo emenda que foi ele (ela) quem tomou a iniciativa.
d - Isso não é importante na nossa relação. O importante é nos darmos bem.
e - Jamais se esquece, pois foi um dia mágico para ambos.

2 - Vocês costumam sair com outros casais? Quando isso acontece...
a - Não saímos com outros casais, só a gente mesmo.
b - Acabamos discutindo, trocando farpas na frente dos outros, mas depois ficamos bem.
c - Numa certa altura, um fala mais alto que o outro e quem impor seus pontos de vista, tipo para mostrar quem é que manda no relacionamento.
d - Saímos com outros casais como saímos individualmente, e é sempre tudo muito agradável.
e - Sair com outros casais é até uma forma de mostrar a solidez do nosso romance.

3 - Durante uma discussão, ele (ela):
a - Ele (a) sempre acha que tem razão.
b - Acaba ressaltando o que julga ser meus aspectos negativos.
c - Dá um jeito de mostrar que seus argumentos são melhores que os meus.
d - Nós procuramos não discutir.
e - Discussão? Não há nada que um buquê de flores não possa resolver.

4 - Se alguém te perguntasse, hoje, como vai seu namoro, você responderia:
a - Ele(a) não vive sem mim.
b - Ele(a) não mudou nada, continua dando preferência a outras coisas e não a mim.
c - Se não sou eu para segurar esse relacionamento, a coisa não vai para frente.
d - Está tudo ótimo. Cada um tem seu espaço e se respeita muito.
e - Uma maravilha. Acho que seremos namorados a vida toda.

5 - E o relacionamento sexual? Vocês se dão bem na cama?
a - O sexo, entre nós, é uma entrega: sentimos que um pertence ao outro.
b - Às vezes, faço greve de sexo para ele(a) prestar mais atenção em mim.
c - Um show de malabarismo. Um quer mostrar para o outro o quanto é bom na cama.
d - Nossos momentos íntimos são sempre muito bons. Não levamos problemas para a cama.
e - Cada vez que transamos, é como se fosse a primeira vez. Sentimos que fomos feitos um para o outro.

6 - Você perdoaria uma escapadinha do seu amor?
a - Nunca. Seria como se uma parte de mim fosse arrancada.
b - Não, mas duvido que isso aconteceria porque estou sempre de olho.
c - Perdoaria, mas lhe daria o troco na mesma moeda.
d - Não tem essa de culpar. Somos bastante liberais quanto a isso.
e - De jeito algum. Seria o fim do nosso relacionamento.

7 - Como vai seu índice de ciúme?
a - Sou do tipo que repara até na roupa que ele(a) vai usar para trabalhar.
b - Vira e mexe eu dou uma olhada para ver se encontro algo suspeito nos seus pertences.
c - Meu ciúme em relação a ele(a) é mais no sentido do que ele(a) possa ser ou conseguir.
d - Ciúme é uma palavra que não existe no nosso vocabulário. Somos bem resolvidos com isso.
e - Só tenho ciúme quando vejo aquele(a) amigo(a) invejoso(a) ciscando por perto.

8 - Se ele(a) liga no meio da tarde, é para:
a - Saber onde e com quem estou.
b - Não me lembro qual foi a última vez que ele(a) me ligou para saber de mim.
c - Ele(a) é muito ocupado(a), quase não dá tempo de ligar.
d - Não importa se falamos ao telefone ou não. O importante é estarmos bem um com o outro.
e - Ele(a) me liga no meio da tarde só para dizer "eu te amo".

RESULTADOS
Maioria de respostas "a": Relacionamento possessivo
Maioria de respostas "b": Relacionamento neurótico
Maioria de respostas "c": Relacionamento competitivo
Maioria de respostas "d": Relacionamento liberal ou aberto
Maioria de respostas "e": Relacionamento romântico

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